Conjuntura internacional: o fascismo como um socorro à classe dominante capitalista e a “fascistização” da democracia burguesa.

   O ascenso do fascismo e da extrema-direita não são  fenômenos descolados da conjuntura histórica. Tampouco estão alheios a luta de classes. Seu ascenso enquanto alternativa viável se dá geralmente no contexto das crises do capitalismo (crise econômica) a qual está diretamente ligada a crise política: crise  de representatividade e descrença na democracia burguesa, como percebemos na conjuntura internacional. O fascismo se oferece para socorrer a classe dominante, a burguesia, quando a máquina da democracia burguesa já não consegue cumprir seus interesses de forma satisfatória. A mesma classe, que antes se colocava como defensora da democracia liberal, para prevalecer seus interesses adere ao fascismo ou ao ideário de extrema-direita. Deste modo, a luta antifascista, deve apontar também para uma luta anticapitalista, afinal a classe dominante quase sempre recorrerá a “salvação fascista” novamente quando for de seu interesse. O fascismo faz parte da lógica capitalista, ele não é um “ponto fora da curva” da “democracia burguesa”.

    Deste modo, a força que as candidaturas de extrema-direita vem ganhando não é um fenômeno local da realidade brasileira mas da conjuntura internacional: vide Trump no E.U.A. ou Marie Le Pen na França, Erdogan na Turquia, só para citar alguns exemplos exemplos. Na América Latina, de um modo geral, essas candidaturas têm flertado com ideias conservadoras tipicas do fascismo: nacionalismo (negação da luta de classes), culto ao líder (o mito), militarismo (ode à Ditadura  Militar), opressão das “minorias”: negros, mulheres, lgbtqi+. No entanto, sob o aspecto econômico a extrema-direita brasileira tem flertado não com o totalitarismo de estado, mas com um ultra-liberalismo, mais adequado aos interesses da classe dominante latino-americana, como temos visto desde o governo de Pinochet, no Chile.

   Outra questão importante é que não necessariamente na nova conjuntura o internacional, o fascismo e a extrema-direita tem necessitado de um golpe de estado no sentido clássico. Embora seja fato que não teriam qualquer dilema moral em fazê-lo. Torna-se uma alternativa menos custosa manter as aparências democráticas e ir, por dentro do Estado, criando sucessivas exeções, medidas “fascistizantes” que, sem abrir mão das eleições periódicas, possam ir gradativamente militarizando o Estado. Esta é uma tendência internacional e podemos notar cada vez mais estados democráticos burgueses recorrendo à medidas dessa ordem (não necessariamente de extrema-direita): a Rússia, no caso da perseguição aos LGBTs, Trump, na perseguição aos imigrantes mexicanos, Edogran, na Turquia, na perseguição aos curdos ou no Brasil e na intervenção militar no Rio de Janeiro. Está em curso uma militarização da vida sob a máscara da democracia liberal, o que diferente de 64, onde havia uma ditadura, hoje temos uma tarefa distinta: de lutar contra esse governo  legitimado pela democracia burguesa.

    No entanto, não acreditamos na tese da “terra arrasada”, que está em curso uma “onda conservadora” que irá arrastar todos e todas e que por isso devemos nos agarrar a qualquer partido social-democrata burguês. Essa tese é muito mais uma retórica política para defender que a classe trabalhadora fique a reboque da conciliação de classe e fortaleça os candidatos da conciliação. Se por um lado o ascenso da extrema-direita é um fato, por outro, a crise da democracia burguesa também abre caminhos para outras alternativas possíveis, como nos apontou 2013 e toda enxurrada de lutas, greves e ocupações que pipocaram de lá para cá e como nos demonstra a luta revolucionária do povo curdo pela sua completa emancipação.

    No Brasil, para entender a questão do avanço da direita conservadora e do fascismo, é preciso discutir o fortalecimento da cultura militar no país. Num momento de crise econômica e política nacional, com perdas de direitos trabalhistas, medidas de austeridade e desemprego, a carreira militar se apresenta como uma alternativa de estabilidade material e financeira de longo prazo para a juventude que segue sendo o setor mais atingido pelas medidas neoliberais e insuflado pelo regime de violência e crise social.  A ditadura civil-militar-empresarial brasileira nos deixou duas heranças principais: a econômica e a cultural. A econômica é uma lição dada à burguesia brasileira: a manutenção de seus privilégios e seus mecanismos de exploração necessita de um braço armado forte que os defenda para si nas crises estruturais do capital e da luta de classes. Hoje, principalmente por conta da crise econômica internacional, a necessidade da burguesia de fortalecimento dos aparatos repressivos ganhou mais destaque e para isso, é necessário um alto investimento nas forças armadas. Daí o porquê de não poder haver crise para os militares. Não há perda de direitos, não há desemprego e enquanto tudo desmorona ao nosso redor, eles sempre estão bem. Essas condições encantam a juventude, que busca na carreira militar condições melhores de vida e trabalho. Essa herança cultural é um dos fatores de avanço dos ideais conservadores e fascistas. A cultura do medo, principalmente propagada pela mídia burguesa, ganha força entre a classe trabalhadora que vê a única saída nas forças armadas nacionais, como por exemplo, os altos índices de violência que foram utilizados como justificativa para a implementação da intervenção federal-militar no estado do Rio de Janeiro. Nessas condições, discursos conservadores ganham forças e legitimam a militarização do Estado e a repressão das classes populares, além de discursos ultraconservadores, racistas, machistas e lgbtfóbicos.

          Sabendo disso, é possível entender como temos hoje o fenômeno Bolsonaro, afinal, a candidatura de Bolsonaro-Mourão-Paulo Guedes dialoga diretamente com essa situação. Abusando da repetição de discursos fáceis, senso comum, achismos e principalmente tendo como base a cultura militar e a cultura do medo, Bolsonaro surge como o Mito salvador do povo, quando na verdade será seu capataz.

Quem são os gerentes do Estado burguês hoje? Qual projeto a classe dominante abraçou na atual conjuntura?

A tríade Bolsonaro-Mourão-Paulo Guedes representa a aliança do mercado com o Estado para o fascismo. Bolsonaro, filiado ao PSL, é a personalidade que falará e fortalecerá o culto ao líder em meio as massas. Ele é o “mito” que se fortaleceu por conta da cultura do medo e do abandono das “pautas sociais” em troca de um discurso de uma “solução rápida para a segurança publica”. Por ser militar da reserva, atende a um outro apelo popular que é à cultura militar, ligada a uma ideia de que “é preciso autoridade para dar jeito na desordem”. O vice de Bolsonaro também é um militar da reserva, filiado ao PRTB. Mourão representa o braço armado da candidatura e sua função vai além de saciar a cultura militar dos brasileiros, mas sim influenciar e ter nas mãos os militares do Brasil. Filho de militar, Mourão ingressa no exército em 1972 quando entra na AMAN, onde no decorrer de sua vida militar ganhou destaque no comando das forças armadas (encurtador.com.br/hjuO6), até que em fevereiro de 2018 foi transferido para a reserva (encurtador.com.br/lDMP8). Mourão começou a ter um maior destaque político ainda no governo Dilma, quando declarou que entre os deveres do Exército Brasileiro está a garantia do funcionamento das instituições e da lei e da ordem, e que se o judiciário não fosse capaz de sanar a política existente no país isto seria imposto pelo exército por meio de uma intervenção militar, que na visão dele estaria prevista na Constituição Federal de 1988 (encurtador.com.br/akyK4). Mesmo na reserva, o general continua tendo enorme influência militar e hoje é, por aclamação (sem necessidade de eleições) o atual presidente do clube militar (encurtador.com.br/gmwxN). Além da questão militar, Mourão tem um caráter político importante de ser analisado: seu partido, o PRTB. PRTB se define como conservador nacionalista e é presidido por Levy Fidelix. Além de todos os posicionamentos conservadores e preconceituosos, o partido tem uma aproximação muito forte de grupos nacionalistas,fascistas e integralistas. Recentemente, a Frente Integralista Brasileira (FIB), lançou em sua página no Facebook um vídeo em apoio à candidatura de membros do PRTB (encurtador.com.br/pqsS7) e em 2016 estava na construção da “Dezembrada” em Curitiba, que seria para o lançamento da Frente Nacionalista, que segundo ela mesma, é um “um movimento político-partidário que reúne agrupamentos nacionalistas de várias tendências cujas vozes eram interditadas na constelação de partidos que gravitam em torno do esquerdismo e do fisiologismo”. O evento contaria com a presença de diversos grupos neonazistas, fascistas, integralistas e o próprio PRTB (encurtador.com.br/eAPR2). Paulo Guedes representa a face do neoliberalismo nessa chapa que tem a função de dialogar exclusivamente com o mercado. Economista pela UFMG, mestre e Ph.D pela Universidade de Chicago, referência no pensamento liberal, Paulo Guedes é um dos fundadores do Banco Pactual e do grupo BR investimentos, além de ser fundador do instituto Millenium que dissemina o pensamento liberal (encurtador.com.br/ewDQR). Além de seu curriculo, Guedes mostra ao mercado para que veio, com a proposta da nova CPMF e o imposto de renda único de 20%, aumentando o valor para os mais pobres e diminuindo para os mais ricos (encurtador.com.br/gpuwM). Com essa característica e dialogando com todos os setores da sociedade, a chapa Bolsonaro-Mourão-Paulo Guedes ganhou espaço e confiança dos setores do nercado, agronegócio e militar, se tornando hoje uma real possibilidade para estes setores.

O QUE FAZER?

        Para nós, não se livra deste assalto ultraconservador que toma as massas numa derrota eleitoral, afinal será apenas uma batalha que o fascismo perdeu, já que continuará com suas ideias vivas no meio do povo. A derrota real do fascismo, se dará quando este for esmagado, erradicado do meio da classe trabalhadora; nas ruas se resolverão os problemas da classe trabalhadora, nos movimentos sociais fazendo frente à cultura militarista, nos sindicatos tocando uma greve geral para combater o avanço do liberalismo e pela manutenção dos direitos dos trabalhadores, a luta pela educação  universal e gratuita, além da luta em defesa das universidades públicas e políticas de permanência estudantil,  levar às ruas as denúncias do conflito genocida que o Estado empreende nas favelas e comunidades; do racismo, machismo e da lgbtfobia.

           Saibamos nos preparar para um acirramento dos conflitos bastante provável e, talvez, inevitável. A resposta é a organização combativa de classe e da juventude, nas ruas, na ação direta, através de movimentos de mulheres, dos movimentos negro, indígena e quilombola, movimentos de favela e também da esquerda que se proponha a fortalecer esta defesa. Trata-se de barrar um projeto que se sustenta no ódio contra mulheres, negros, lgbttq, indígenas, quilombolas e pobres. Estes discursos  legitimam o crescimento de grupos de extermínio, de intolerância às diferenças, do aumento do racismo, homofobia, misoginia, intolerância  religiosa e contribuirão para a institucionalização e aumento das políticas genocidas já em curso contra o povo.

             A tarefa para hoje  é a necessidade de barrar as Reformas de Temer, que mesmo não sendo engendradas por seu governo, será pelo Estado que comandou e que será sua contribuição fundamental para o agravamento do cenário político  no Brasil.  As Reformas serão pauta de todas as “casas dos poderosos”, sabemos, e portanto deverão ser também nas plenárias e assembleias; só a mobilização dos trabalhadores, da juventude e das comunidades para derrubá-las. Só a mobilização popular pode defender e conquistar direitos, combater o fascismo e construir o poder popular.

  • Nossa proposta é a organização popular numa frente unica antifascista, onde estejam presentes movimentos, partidos, organizações e pessoas que queiram combater o fascismo cotidianamente e não somente às vésperas das eleições burguesas. Entendemos que o fenômeno fascista, infelizmente, chegou para ficar e deste modo propomos uma frente antifascista para além da “frente antifascista eleitoral” construída por PT, PCdoB e setores do PSOL.
  • Propomos também a criação de comitês antifascistas por locais de trabalho, estudo e/ou moradia que tenham um recorte de classe e sejam por princípio revolucionários, para que possam construir as lutas locais contra o fascismo e todos os ataques à classe trabalhadora e sirvam também como pontos de mobilização, propaganda e trabalho de base. Nossa proposta também é montar uma relação em rede entre esses comitês antifascistas, para que não sejam núcleos isolados que facilmente seriam eliminados, mas sim que seja uma rede forte na luta contra o fascismo e na construção da revolução.
  • Além da autodefesa contra o fascismo, outra importante tarefa para 2019 é construir na base uma greve geral radical, empurrando as burocracias sindicais para a radicalização e combatividade. Só assim poderemos de fato barrar o aprofundamento das reformas de Temer via Bolsonaro, só assim poderemos conter a politica ultraliberal privatista e reverter a correlação de forças a nosso favor.

          A disputa que se estenderá aos próximos anos e o caminho imediato não deve ser outro senão barrar o avanço do fascismo, hoje e sempre, em qualquer situação histórica, apostando em todas as direções de defesa, em âmbitos políticos e sociais. Entendendo que a luta antifascista deve-se desdobrar também uma luta anticapitalista.

Saudações a todas e todos que lutam.

 

O FASCISMO NÃO SERÁ DERROTADO NAS URNAS, MAS SIM NAS RUAS!

 

 

Organização Anarquista Terra e Liberdade – OATL

Outubro de 2018

arte oatl

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O Fascismo Não Passará!

A onda de ódio e violência que assistimos nos últimos tempos evidencia a necessidade cada vez maior de combater permanentemente o fascismo, em todas as suas expressões. É preciso arregaçar as mangas, focar nos trabalhos de base e na luta cotidiana, resgatando da memória de nossa história de resistência e a organização de espaços de cooperação e solidariedade.

Vivemos em uma sociedade burguesa: autoritária, escravocrata, racista, patriarcal, homofóbica, transfóbica e cada vez mais intolerante. Vencer o fascismo é nosso dever ético e político. É preciso reunir forças para juntos construir uma outra vida possível, que repudie qualquer elitismo ou ódio de raça e gênero. Lutar para transformar toda nossa dor e nossa raiva causada pelas injustiças em motor para fazermos funcionar espaços de resistência que aposte em uma sociedade mais ética e solidária.

Ainda não superamos o pensamento escravista e não superamos a ditadura empresarial-militar. Uma ditadura, marcada pela corrupção, que aumentou de maneira profunda a histórica perseguição, prisão e assassinato de milhares de trabalhadoras/es, negras/os, indígenas, mulheres, homossexuais, deixou graves marcas na sociedade brasileira: a naturalização da violência, da tortura e da militarização, os ódios de classe, de raça e de gênero. Mais do que nunca é preciso desnaturalizar as violências e combater as opressões. É preciso o resgate da memória porque ter memória é evitar que a barbárie se repita. É preciso também resgatar a memória de resistência, das lutas que foram travadas contra a opressão porque isso dá sentido, produz identidade e dá força para prosseguir na luta.

Juntos podemos expulsar todos os fascistas de nossas comunidades. Mas para isso precisamos nos reconhecer enquanto classe trabalhadora, lutar pela libertação da dominação política, da exploração econômica e de um sistema social que nos degrada, como homens e mulheres. A partir dessa luta, surge um novo modo de vida, baseado nas políticas da luta popular.

Nós enfrentaremos o racismo com solidariedade. Enfrentaremos o capitalismo com socialismo. E jamais enfrentaremos o imperialismo com mais imperialismo, mas com o internacionalismo proletário.

Esta é uma revolução mundial: todos os povos colonizados estão agora resistindo, dos caracóis zapatistas aos cantões curdos nos chegam exemplos de uma nova cultura revolucionária, baseada na cooperação e na luta pela libertação, produzindo uma nova política, nascida do desejo popular de trocar um sistema corrupto por um sistema que sirva o povo, um sistema que seja livre da exploração do homem pelo homem, e que satisfaça as necessidades das massas populares.

Por isso nós, como as e os zapatistas, não nos cansamos de dizer: organizem-se, organizemo-nos, cada quem em seu lugar, lutemos para nos organizarmos, trabalhemos para nos organizarmos, pensemos para começar a nos organizar, e encontremo-nos para unir nossas organizações por um Mundo onde os povos mandam e o governo obedece.

As demandas e necessidades do povo são o nosso desejo. É chegada a hora de nos sentarmos juntos e permanecermos unidos para combater a guerra para derrotar nossos opressores. PORQUE NÓS SOMOS GRANDES, EM FORÇA E NÚMERO.

OATL

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23 ing

‘’14 aôut, jour internacional de soutien aux 23 activistes condamnés à Rio de Janeiro, em défense du droit de manisfestation, pour tous ceux et celles qui luttent’’.

Nous appelons à tout les mouvemensts sociaux, des organizations et collectifs populaires et révolucionaires, des mouvements d’étudiants et pour la garantie des droits humans, des intellectuals progressistes et d’autres secteurs de la société civile à organizer toute sorte d’action publique et politique au 14 août contre la criminalization des mouvements sociaux en défense du droit de manifestation.

Nous proposons:

– des manifestations et mobilizations devant les ambassades et consulats brésiliens;
– des conférences et débats dans les universités et lycées
– collage d’affiches où l’impression de petites brochures en soutien la campagne #jesoutienles23;
– des citations dans des émissions et social media.

Notre campagne n’a pas besoin que de votre soutien mais très certainement aussi de vos rapports sur ce sujet. Cette criminalization – et d’abord, la lutte que nous lui rendons – sont internationales, donc n’hesitez pas de nous faire savoir de les vôtres.
Dans la perspective de réunir dans cette campagne rapports de plusieurs localités, c’est remarquable ce qui se passe à Ahed Tamimi, jeune activiste de 17 ans qui résiste dans la prision en Israël courageusement et son cas mérite notre soutien et diffusion.

Veuillez régistrer et nous envoyer votre rappel aux 23 sur:

cebraspo@gmail.com

https://cebraspo.blogspot.com/2018/07/manifestacoes-de-repudio-sentenca-dos-23.html?m=1

https://www.facebook.com/liberdadeaospresospoliticosrj

Merci d’avance.

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17 июля, в Рио-де-Жанейро, 23 активистки/та были осуждены за протесты против проведения в Бразилии Чемпионата Мира в 2014 и за участие в движении ОкупаКамара (“Ocupa Câmara”) – Камара-дос-Вереадорес – муниципальный парламент Рио-дe-Жанейро. Их обвиняют в групповых криминальных действиях с участием несовершеннолетних. Один из осуждённых – Игор Мендэс, уже провёл семь месяцев в тюрьме. Приговор предусматривает тюремные сроки от 5 лет и 10 месяцев до 7 лет. Помимо этого, двое активистов обвиняются в ношении взрывоопасных предметов (петард), что увеличивает их судебный срок до 13 лет. Все осуждённые ожидают суда второй инстанции на свободе.
Дело сфабрикованное. Активисток и активистов обвиняют в участии в протестных движениях.
В ходе расследования, в качестве одного из активных участников движения, фигурировал даже Бакунин))

“14-е августа -международный день поддержки 23-х активисток/в, осуждённых в Рио-де-Жанейро; день защиты права на манифестации; день всех, кто борется”

Призываем все социальные движения, народные и революционные организации, профсоюзы, студенческие движения, группы по защите прав человека, прогрессивных интеллектуалов и всё общество в целом к организации одновременных акций в этот день солидарности и борьбы, против криминализации социальных движений и за защиту права на манифестации.

Возможные акции:

-Уличные манифестации напротив посольств или консульств Бразилии (если есть такая возможность – с вручением писем, осуждающих политическое преследование 23-х)
– В университетах и школах – лекции и дискуссии о криминализации социальных движений.
– Расклейка плакатов и раздача листовок с текстами в поддержку 23-х.
– Растяжки со словами в поддержку 23-х на местах работы, учёбы или проживания.
– Держать плакаты со словами в поддержку 23-х и публиковать фото в социальных сетях.

Предлагаем, в каждой стране или городе, провести в этот день обсуждение политических преследований локальных активистов.

Любая акция поддержки приветствуется!
Давайте покажем, что 23 активистки/та не одиноки!
Нападение на 23-х – это нападение на всех участников социальных движений во всём мире! Наша борьба – классовая и интернациональная!

Присылайте фото и видео акций поддержки! Мы будем публиковать их в течение всего дня. Присылайте на:

cebraspo@gmail.com

https://www.facebook.com/liberdadeaospresospoliticosrj

Более подробная информация о 23-х:

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https://www.facebook.com/liberdadeaospresospoliticosrj

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“14 de agosto, dia internacional de apoyo a los 23 activistas condenados en Rio de Janeiro, en defensa del derecho de manifestación, por todas y todos que luchan”

Convocamos a todos los movimientos sociales, organizaciones populares y revolucionarias, sindicatos , movimientos de estudiantes, grupos de defensa de los derechos humanos, intelectuales progresistas y otros sectores de la sociedad civil para que organizen acciones simultaneas en ese gran día de solidariedad y lucha, contra la criminalización de los movimientos sociales y en defensa de los derechos de manifestación.

Sugerencias de acciones:
-Manifestaciones callejeras frente a las embajadas o consulados brasileros en otros países (si posible entregando cartas repudiando la persecución política a los 23);
-Debates, charlas contra la criminalizaión de la lucha en universidades y escuelas;
-Carteles apoyando a los 23;
-Pancartas en los locales de estudio, de trabajo y viviendas, apoyando los 23;
-Divulgación en las redes sociales de carteles de apoyo a los 23 y a todos y todas que luchan;
-Sugerencia de que cada pais o ciudad aprovechen su apoyo a los 23 para debatir sobre la criminalización de los que luchan en sus localidades.

Hay exemplos de prisiones y persecuciones políticas por todas las partes del mundo, como el exemplo más reciente de la joven palestina Ahed Tamimi que durante seis meses resistió con bravura en la cárcel.

Cualquier acción de apoyo será bienvenida.
Demostremos que los 23 no estan solos!
Ese ataque representa un ataque a todas y todos los que lucham en todas las partes del mundo! Nuestra lucha es clasista e internacionalista!

Registre sus acciones de apoyo! Estaremos divulgando durante todo el día las manifestaciones que nos lleguen de distintas localidades! Mande su foto o vídeo para:

cebraspo@gmail.com

https://www.facebook.com/liberdadeaospresospoliticosrj

Para mas informaciones acese:

https://cebraspo.blogspot.com/2018/07/manifestacoes-de-repudio-sentenca-dos-23.html?m=1

https://www.facebook.com/liberdadeaospresospoliticosrj

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23 ing

“August 14th, international day of support for the 23 activists sentenced in Rio de Janeiro, in defense of the right to protest, for all who fight”

We call on all social movements, popular and revolutionary organizations, trade unions, student movements, human rights groups, progressive intellectuals and other sectors of civil society to organize simultaneous actions in this great day of solidarity and struggle against the criminalization of social movements and in defense of the right to protest.

Suggestions for action:

– Street demonstrations at Brazilian embassies or consulates in the countries (if possible, delivery of memoranda repudiating political persecution to the 23);
-Debates, lectures against the criminalization of the struggle in university and schools;
– Hanging of posters to support the 23 on walls, lampposts and other public places;
– Displaying of banners supporting the 23 at working, studying or housing places;
– Taking photographs of people holding posters and posting them on social networks to support the 23 and all who fight.

We suggest that each country or city bring, together with the agenda of the 23, the debates regarding the criminalization of those who fight in their localities! We have examples of arrests and political persecutions in all parts of the world, the most recent example being of young Palestinian Ahed Tamimi who for six months has shown an example of bravery and not succumbing to a prison sentence

Each and every support action is welcome!
Let’s show that the 23 are not alone!
This attack represents an attack on everyone fighting in different parts of the world! Our struggle is a classist and internationalist struggle!

Register your support actions! We will be posting throughout the day manifestations from different locations! Send your photo or video to:

cebraspo@gmail.com

https://www.facebook.com/liberdadeaospresospoliticosrj

For more information access:

https://www.cebraspo.blogspot.com/2018/07/manifestacoes-de-repudio-sentenca-dos-23.html?m=1

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#EuApoioOs23 #ISupportThe23 #ÉPorTodosQueLutam #ItsEveryoneWhoFights

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eu-apoio-os-23

 

“14 de Agosto, dia internacional de apoio aos 23 ativistas condenados no Rio de Janeiro, em defesa do direito de manifestação, por todas e todos que lutam”

Convocamos todos os movimentos sociais, organizações populares e revolucionarias, sindicatos , movimentos estudantis, grupos de defesa dos direitos humanos, intelectuais progressistas e demais setores da sociedade civil para organizarem ações simultâneas nesse grande dia de solidariedade e luta, contra a criminalização dos movimentos sociais e em defesa do direito de manifestação.

Sugestões de ação:

-Manifestações de rua nas embaixadas ou consulados brasileiros nos países (se possível a entrega de memorandos repudiando a perseguição política aos 23);
-Debates, palestras contra a criminalização da luta em universidade e escolas;
-Colagem de cartazes, panfletagens de apoio aos 23;
-Faixas nos locais de estudo, trabalho ou moradia de apoio aos 23;
-Segurar cartazes e postar nas redes sociais de apoio aos 23 e por todas e todos que lutam.

Sugerimos que cada país ou cidade traga em conjunto com a pauta dos 23, os debates a respeito da criminalização dos que lutam em suas localidades! Temos exemplos de prisões e perseguições politicas em todas as partes do mundo, sendo o exemplo mais recente da jovem palestina Ahed Tamimi que durante seis meses demonstrou exemplo de bravura e firmeza ao não se dobrar frente a prisão.

Toda e qualquer ação de apoio é bem vinda!
Vamos mostrar que os 23 não estão sozinhos!
Esse ataque representa uma ataque a todas e todas que lutam em diversas partes do globo! Nossa luta é classista e internacionalista!

Registre suas ações de apoio! Estaremos postando durante todo o dia as
manifestações vindas das mais diversas localidades! Mande sua foto ou vídeo para:

cebraspo@gmail.com

https://www.facebook.com/liberdadeaospresospoliticosrj

Para mais informações acesse:
https://cebraspo.blogspot.com/2018/07/manifestacoes-de-repudio-sentenca-dos-23.html?m=1

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Manifesto da Organização Anarquista Terra e Liberdade

23

Batizados à ferro e noite, conhecendo, nos últimos anos, prisões, remoções, repressão e covardia, nos organizamos.

Não é uma vida medida à morte que queremos. Também não calamos ao som das pancadas, dos tiros na porta das casas, dos nossos mortos de fome, bala, polícia e de farsas processuais. Não paramos nunca. Por isso quando as companheiras e os companheiros nos perguntam: o que a OATL tem feito? Como está a OATL depois do processo dos 23? Respondemos: o que sempre fizemos e continuaremos a fazer: Tocando a luta política contra toda forma de exploração em nossos locais de trabalho,moradia e estudo plantando no chão a semente da nova vida.

Para nós, junho de 2013 foi um grande levante popular, um marco sem precedentes na história da nossa geração. Um movimento de massas que sacudiu o pais em grandes atos que chegaram a colocar um milhão nas ruas! No entanto, não começamos em junho e não somos apenas “ativistas”: somos militantes políticos que ousaram apoiar diversas lutas do povo. Somos trabalhadoras e trabalhadores que ousam dedicar as suas vidas a lutar contra toda forma de exploração e opressão. Sempre estivemos na luta em movimentos pela educação, pela moradia, de combate às opressões, no movimento negro, indígena, nos sindicatos e locais de trabalho, ajudando a construir através de práticas libertárias – autogestão, apoio mútuo, igualdade, liberdade, ação direta, federalismo – o poder popular. Nunca dormimos! Estamos acesos: corações cheios de vida.

A construção da imagem do sujeito terrorista, o estereótipo do anarquista munido de dinamites e bombas pronto a explodir tudo, não condiz com a nossa história de luta. Continuamos nesses quatro anos, entre as prisões e a condenação, construindo as lutas populares . Os verdadeiros terroristas são aqueles que assassinam nas favelas e periferias, que saqueiam os cofres públicos, que deixam nosso povo morrer na fila do SUS, que lucram milhões com a miséria de nossa gente.

Depois de milhares de horas de escuta telefônica, agentes no encalço dos 23, “delações premiadas”, quebras de sigilo bancário e toda sorte de investigações, tudo que o a repressão conseguiu produzir foi uma sentença genérica, sem nenhum crime individualizado, que enquadra os manifestantes em uma suposta “associação criminosa”, colocando como evidência dessa associação seus vínculos políticos/ideológicos. Um verdadeira farsa processual que entra na lata de lixo da história, ao lado de tantas outras que criminalizaram o movimento operário e as diversas lutas do povo.

No entanto, essa sentença não visa atacar somente nossa organização e aos 23, é um recado claro para amordaçar todas e todos que lutam! Essa sentença não condena os 23, condena os movimentos sociais, o direito de organização e de expressão. No entanto, se eles queriam calar as ruas, o povo criará novos junhos, se eles querem gerar medo e desesperança, só vão gerar indignação e luta. Toda companheira morta, todo companheiro preso, toda casa demolida, toda greve reprimida, são as forças e a chama que armamos noite e dia. Com a certeza de que uma nova sociedade nasce a cada luta, a cada confronto de rua, tomada de terra, e que toda batalha vitoriosa nasce sempre radical e livre, como uma flor crescendo da terra.

O sol nunca se põe para aqueles e aquelas que lutam!”

Não começamos em junho de 2013 e não nos calarão em 2018!

Organização Anarquista Terra e Liberdade/ Julho 2018

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Organização Política Anarquista: Da insurreição espontânea à luta organizada

Dezembro de 2008 – dezembro 2015: Pela transição da insurreição espontânea à luta organizada e contínua para a revolução social.


A revolta de 2008 mostra que a insurreição social é possível, que  o contra-ataque social e de classe – diferentemente da integração, resignação e individualismo,  é a única  perspectiva realista de vitória 
dos explorados e oprimidos. Hoje a revolta de dezembro está viva como uma proposta social, não para repeti-la, mas para que os mesmos lutadores a superem na perspectiva da revolução social.


Para pavimentar o caminho para a revolução social não são suficientes os estalidos espontâneos, transitórios e desorganizados de nossa raiva justa. Se requer auto-organização política, social e de classe dos próprios oprimidos, para o planejamento, o desenvolvimento e a continuidade da luta. É necessário que os lutadores montem barreiras contra a manipulação, apropriação e mediação nas resistências sociais e de classe. Armados com a nossa solidariedade, precisamos lutar em direção a organização, a interconexão, o encontro, e continuação das lutas desde baixo para criar novas frentes de propagação e de enfrentamento contra todos os aspectos da barbárie estatal e capitalista.

Nossa utopia não se detém no estalar da insurreição espontânea. Não se contenta com nada menos do que a  revolução social, subversão (derrubada) absoluta do Estado e do capitalismo, e a construção de uma nova sociedade sem classes e de igualdade, solidariedade e liberdade.


Pela anarquia e revolução social!

Organização Política Anarquista – Federação de Coletivos

 

O texto em grego-inglês-espanhol-francês:

https://ipposd.wordpress.com/2015/11/30/%CE%B1%CF%86%CE%AF%CF%83%CE

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“O Etado … está Abolido”

Bakunin chegou à Lyon em 14 de Setembro, ele buscava preparar um levante Lyon com todos os seus amigos da Internacional. Assim, em 17 de setembro de 1870, durante uma reunião pública, o princípio de um “Comitê Central de Salvação da França” é decidido. Bakunin realizou diversas reuniões secretas em Guillotière, bairro operário onde muitos membros da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) estavam localizados.

O Comité Central de Salvação da França, que conta entre os seus representantes membros de diferentes áreas da cidade, exibe uma grande atividade, publicando manifestos e multiplicando reuniões públicas. A coordenação é assim estabelecida entre os grupos revolucionários, associações operárias e milícias de cidadãos; assim osAffiche_première_Commune_de_Lyon,_Archives_municipales_de_Lyon planos de uma insurreição em Lyon são postos em prática.

Em 26 de setembro de 1870, se proclama a Federação Revolucionária das Comunas, durante uma reunião realizada perante 6000 pessoas, declara-se que é urgente aprovar um empréstimo forçado , a pena de morte contra os fugitivos ricos, a remoção de todos os oficiais, e em primeiro lugar, era preciso expulsar o prefeito e a Câmara Municipal. Eis o cartaz que apareceu colado peros muros da cidade:


República Francesa
Federação Revolucionária das Comunas

A situação desastrosa em que o país se encontra, a impotência dos poderes oficiais, e a indiferença das classes privilegiadas levaram o país à beira do abismo.

Se as pessoas organizadas não se apressarem para agir o seu futuro está perdido, está tudo perdido. Inspirando-se na imensidão do perigo, e considerando que a ação desesperada do povo não pode ser adiada um único segundo, os delegados dos comitês federados para a salvação da França, reunidos em seu Comitê Central, propõe a adoção imediata das seguintes resoluções:

Artigo 1º – A máquina administrativa e governamental do Estado tendo se tornado impotente, é abolida.
O povo francês permanece em plena posse de si mesmo.

Artigo 2º – Todos os tribunais criminais e civis são suspensos e substituídos pela justiça do povo.

Artigo 3º – O pagamento de impostos e hipotecas está suspenso. Impostos são substituídos por contribuição das comunas federadas levantadas a partir das classes ricas proporcionais às necessidades da salvação da França.

Artigo 4º – O Estado, tendo sido destituído de seu poder, já não pode intervir no pagamento de dívidas privadas.

Artigo 5º – Todas as organizações municipais estão anuladas e substituídas nas comunas federadas pelos Comitês para a Salvação da França, que irão exercer todos os poderes sob o controle imediato das pessoas.

Artigo 6º – Cada comina capital de um departamento vai enviar dois delegados, a fim de formar a Convenção Revolucionária para a Salvação da França.

Artigo 7º – A presente Convenção se reunirá imediatamente na Câmara Municipal de Lyon, uma vez que esta é a segunda cidade da França e a que é mais capaz de defender energicamente o país.

Esta Convenção, apoiada por todo o povo, vai salvar a França.

ÀS ARMAS!

E.B. Saignes, Rivière, Deville, Rajon (of Tarare), Francois Favre, Louis Palix, B. Placet, Blanc (G.), Ch. Beauvoir, Albert Richard, F. Bischoff, Doublé, H. Bourron, M. Bakounine, Parraton, A. Guillermet, Coignet the elder, PJ Pulliat, Latour, Guillo, Savigny, J. Germain, F. Charvet, A. Bastelica (of Marseilles), Dupin (of St. Etienne), Narcisse Barret,

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