Biblioteca Anarquista Virtual

Disponibilizamos para baixar alguns textos anarquistas para aquelxs que tiverem interesse. Basta clicar no nome do texto. A maioria está disponibilizada no formato .pdf que pode ser visualizado baixando gratuitamente na internet o programa Adobe Reader.

Para ver também outros sites visite nossos Links;

FAQ Anarquista – antiga tradução do site http://www.infoshop.org/AnAnarchistFAQ

A

Alexandre Sirda, Maurice Joyeux, Rudolf Rocker et al – Os anarquistas julgam Marx (online)

Acácio Augusto – Os anarquistas e as prisões: Notícias de um embate histórico

Alexander Berkman – Kronstadt (em espanhol – .pdf)

Alexander Berkman – A tragédia russa (uma revisão e uma perspectiva – ou panorama)

Alexander Berkman – O grande jogo

Alexandre Samis – Neno Vasco e os grupos anarquistas em Brasil e Portugal

Aden Assunção Lamounier – José Oiticica, Itinerários de um militante anarquista (1912-1919) (Dissertação)

B

Bakunin, M. – “O conceito de liberdade” – Coletânea de textos divididos em 5 partes: os homens e a liberdade; religião-idealismo materialismo-moral; socialismo e revolução; a burguesia; diversos.

Bakunin, M. – “A ilusão do sufrágio universal”

Bakunin, M. – “A Reação na Alemanha” (.doc)

Bakunin, M. – “Deus e o Estado” – texto póstumo originalmente em fragmento editado pela primeira vez em 1882, por Carlo Cafiero e Elisée Reclus.

Bakunin, M. – “O sistema capitalista” (.pdf)

Bakunin, M. – “Bakunin por Bakunin” (.pdf) – Coletânea de cartas do autor. Editado por Coletivo Sabotagem.

C

Christina Lopreato – O espírito das leis: anarquismo e repressão política no Brasil

CNT-AIT Sevilla – Anarcossindicalismo básico

D

David Graeber –  Fragmentos de uma Antropologia Anarquista (online)

Daniel Colson – A filiação de Proudhon

Daniel Colson – Nietzsche e o Anarquismo

Deirdre Hogan – Feminismo, classe e anarquia

Dielo Trouda – O problema organizacional e a ideia da síntese

Daniel Guérin – Anarquismo e Marxismo

Diego Abad de Santillàn – O Organismo econômico da revolução: revolução e autogestão na guerra civil espanhola

E

Edgar Rodrigues – Pequena história da imprensa social no Brasil

Emma Goldam e Alexander Berkman – Sacco e Vanzetti

Emma Goldman – Dois anos na Rússia

Emma Goldman – Kronstadt

Emílio Genari – EZLN: Passos de uma rebeldia (.doc)

Edgar Rodrigues – Edgar Rodrigues – Pequeno dicionário de ideias libertárias

Eduardo Augusto Souza Cunha – Breves apontamentos sobre a concepção de História no pensamento de Élisée Reclus (artigo)

Eduardo Colombo – Anarquia e Anarquismo

Eduardo Valladares – A educação anarquista na República Velha

Élisée Reclus – A anarquia e os animais

Élisée Reclus & Piotr Kropotkin – Escritos sobre educação e geografia

Emile Pouget – A sabotagem

Errico Malatesta – Anarquismo e anarquia

Errco Malatesta – Cadernos anarquistas

Errico Malatesta – Dois textos da maturidade

Errico Malatesta – Entre Camponeses

Errico Malatesta – Escritos Revolucionários

Errico Malatesta – Organização II

F

Felipe Corrêa – Anarquismo e Sindicalismo Revolucionário

Felipe Corrêa – Elementos para uma teoria libertária do poder

FAU – A organização política anarquista

FAU – Huerta grande: A importância da Teoria

FAU – O que é ideologia

FAU – Sindicato e tendência: Elementos de formação

Francisco Foot Hardman – Nem pátria, nem patrão! (Vida operária e cultura anarquista no Brasil)

Ferrer y Guardia – A escola moderna

Fidel Moreno, Eduardo Masjuan, et al – A importância da Revolução Espanhola

Florentino de Carvalho – Anarquismo e sindicalismo (online)

Florentino de Carvalho – Dois escritos da imprensa anarquista de São Paulo

G

Gastón Leval – A pedagogia de Bakunin

Gastón Leval – Bakunin, Fundador do Sindicalismo Revolucionário (online)

Gustave Coubert – Carta aos artistas de Paris

G.P. Maximoff – Anarquismo construtivo

G.P. Maximoff – Sindicalistas na Revolução Russa

Gerardo Gatti – Em torno da vigência do socialismo libertário & definições de um companheiro

Georges Nivat – A paixão russa de destruir

George Woodcock – Historia das ideias e movimentos anarquistas – Vol. 1

George Woodcock – Historia das ideias e movimentos anarquistas – Vol. 2

George Woodcock – Grandes escritos anarquistas

Gilbert R. Ledon – Construção da Anarquia: Por uma ordem social conforme a natureza humana (Fatores psicológicos para sua efetivação)

Giovanni Rossi – Colônia Cecília e outras utopias

Grégory Chambat – Instruir para revoltar: Fernand Pelloutier e a educação rumo a uma pedagogia de ação direta

Grupo de Estudos Anarquistas José Oiticica – Caderno de Formação #4

Guilherme Carlos Corrêa – Educação, comunicação, anarquia

Guy Debord – A sociedade do espetáculo

Gustavo Ramus de Aquino – Anarquismos, cristianismo e literatura social no Brasil (1890-1938) (Dissertação)

H

Harlon Homem de Lacerda Sousa – Coquetel do anarquista contemporâneo

Henri Thoreau – A desobediência civil

Herbert Read – A Filosofia do Anarquismo

J

Jaime Cubero – O movimento anarquista no Brasil

João Ribeiro de Almeida Borba – Relativismo e ceticismo na dialética serial Proudhoniana (Tese)

John Henry Mackay – O único e a sua propriedade

John Seymour – O livro da auto-suficiência

John W. F. Dulles – Anarquistas e Comunistas no Brasil

Jorge E. Silva – O anarquismo hoje: Uma reflexão sobre as alternativas libertárias

Joseph Dejacque – Abaixo os chefes

José Antonio Gutiérrez Danton – Sobre a política das alianças: Problemas em torno da construção de um pólo libertário de luta

José Correia Pires – A revolução social e sua interpretação anarquista

José Maria Carvalho Ferreira – Élisée Reclus: Vida e obra de um apaixonado da natureza e da anarquia

José Oiticica – A doutrina anarquista ao alcance de todos. ed.5

João Gabriel da Fonseca Mateus – Escritos sobre a Imprensa Operária da Primeira República

Juan M. Ferrario; F.E.L.; Emma Goldman – As Matanças de Anarquistas na Revolução Russa

Julian Assange – Cyberpunks

Julieta Paredes – Hilando Fino desde el Feminismo Comunitario

Júnior Bellé – Revolução Cubana: Mais à esquerda que o Castrismo

Jussara Valéria de Miranda – “Recuso-me!” Ditos e escritos de Maria Lacerda de Moura (Dissertação)

K

Kropotkin, P. – As prisões  também disponível em quadrinhos

Kropotkin, P. – A conquista do pão

Kropotkin, P. – O assalariado

L

Luce Fabbri e o caráter ético do anarquismo – Entrevista

Lucien van der Walt – Negro e Vermelho: Anarquismo, sindicalismo revolucionário e pessoas de cor na África Meridional nas décadas de 1880-1920 (Artigo)

Lucien van der Walt e Michael Schmidt – O Movimento anarquista no Norte da África (1877-1951) (Artigo)

Luigi Fabbri – A Organização Anarquista (excertos)

Luíza Uehara – A presença de La Ruche, Experiências anarquistas

M

Manuel do Ó – 100 anos de suor e sangue: Homens e jornadas de luta operária no nordeste

Margareth Rago – O Anarquismo e a História

Margareth Rago – Gênero e História

Margareth Rago – Mujeres Libres: Anarco-feminismo e subjetividade na revolução espanhola

Maurice Joyeux – Autogestão, gestão operária e gestão directa

Maurício Tragtemberg – Reflexões sobre o Socialismo

Max Nettlau – História da anarquia, das origens ao anarco-comunismo.

Maria Lacerda de Moura – Fascismo, filho dileto da Igreja e do Capital – editado pelo coletivo Barricada Libertária, por Anarkio.net

Maria Lacerda de Moura – Ferrer, o clero romano e a educação laica– editado pelo coletivo Barricada Libertária, por Anarkio.net

Malatesta, E. – Escritos revolucionários – textos: Programa Anarquista; Um pouco de teoria; O objetivo dos anarquistas; A organização das massas operárias contra o governo dos patrões; Os anarquistas e o sentimento moral; Rumo à anarquia; A Organização I; A Organização II; Anarquia e Organização; Sindicalismo e anarquismo; A greve geral; O congresso de Amsterdan; Capitalistas e Ladrões; Em torno de ‘nosso” anarquismo;

Malatesta, E. – Anarquismo e anarquia

Mulheres Anarquistas – O resgate de uma história pouco contada (.pdf) – livro editado a partir de uma pesquisa de Mabel Dias do Coletivo Insubmiss@s, dando visibilidade a luta das mulheres no anarquismo.

N

Neno Vasco – Georgicas – ao trabalhador rural

Natalia Montebello – Invenções econômicas libertárias na Revolução Espanhola

Natalia Montebello – A mulher mais perigosa da América…

Neala Schleuning – A abolição do trabalho e outros mitos

Ned Ludd – A urgência das ruas

Neiva Kassick e Clóvis Kassick – A pedagogia Libertária na História da Educação Brasileira

Neno Vasco – Concepção Anarquista do Sindicalismo

Nestor Makhno – Anarquia & organização

Nestor Makhno – A revolução anarquista (para impressão)

Nestor Makhno – Plataforma Organizacional dos Comunistas Libertários (online)

Nestor Makhno; J de B; Roberto das Neves – Entrevista com Lenine; Marxismo Leninista; Marxismo, escola de ditadores

Nicole Kollross – O Anarquismo e o Filme Sacco e Vanzett

Nicolas Walter – O que é anarquismo

Nildo Avelino – Europa, a guerra inacabada

Nildo Avelino – Violência, democracia e black bloc’s: As revoltas de junho no Brasil e o anarquismo (online)

Noam Chomsky – O que o tio sam realmente quer

Noam Chomsky – O lucro ou as pessoas

P

P.M. – Bolo’bolo (online)

Paul Lafargue – O direito à preguiça

Paulo Roberto de Almeida – Brasileiros na guerra civil Espanhola: Combatentes na luta contra o fascismo (artigo)

Patrick Rossineri – Entre a plataforma e o partido

Patrizia Piozzi – Os arquitetos da ordem anárquica: De Rousseau a Proudhon e Bakunin

Pierre Joseph Proudhon – A guerra e a paz

Pierre Joseph Proudhon – A propriedade é um roubo

Pierre Joseph Proudhon – Do princípio federativo

Pierre Joseph Proudhon – O que é a propriedade?

Pierre Joseph Proudhon – Sistema de contradições econômicas ou Filosofia da miséria

Pierre-Joseph Proudhon – Sobre o princípio da associação

Pietro Ferrua – A breve existência da seção brasileira do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Anarquismo (1 parte)

Pietro Gori – A anarquia perante os tribunais (online)

Peter Gelderloos – Como a não-violência protege o Estado

Pierre-Joseph Proudhon – A sociedade sem autoridade – capítulo 7 do livro A idéia geral da revolução no século XIX traduzido para o português

R

Roberto Freire e Fausto Brito – Utopia e Paixão

Rob Sparrow –  Politica anarquista e ação direta

Rodrigo Rosa da Silva – A Federação Operária de São Paulo: Anarquistas e sindicalistas nos anos 1930 (artigo)

Rodrigo Rosa da Silva – Imprimindo a Resistência: A Imprensa Anarquista e a Repressão Política em São Paulo (1930 -1945) (Dissertação)

Rogério Humberto – Indisciplina: experimentos libertários e emergência de saberes anarquistas no Brasil (tese)

Rogério Nascimento – A propósito dos 90 anos da revolução russa: Reflexões críticas de um anarquista nos idos de 1920

Rogério Nascimento – Escolas de indisciplina – Notas sobre sociabilidades anarquistas no Brasil em inícios do século XXI

Rogério R. Z. Nascimento – Florentino de Carvalho, Pensamento Social de um Anarquista (online)

Rudolf Rocker – Porque Sou Anarquista

Rudolf Rocker – A tragédia da Espanha: Notas sobre a Guerra Civil (1936-39)

Rudolf Rocker – As ideias absolutistas no socialismo

Rudolf Rocker – Os Sovietes traídos pelos Bolcheviques

S

Samantha Mendes – As mulheres anarquistas na cidade de São Paulo, 1889-1930

Sebastian Faure – 12 provas da inexistência de Deus

Sebastian Faure – A comuna

Selmo Nascimento da Silva – O bakuninismo: ideologia, teoria, estratégia e programa revolucionário anarquista  (artigo)

Silvana Tótora – Democracia e sociedade de controle

Silvio Gallo – Anarquismo e Educação, os desafios para uma pedagogia libertária hoje

T

Thiago Rodrigues – A guerra, condição do homem, nota sobre “A Guerra e A Paz” de Proudhon

Texto de Formação da COPOAG sobre A Plataforma

Z

Zabalaza Books – Anarquismo, racismo e luta de classes


Jornais

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5 respostas a Biblioteca Anarquista Virtual

  1. Pingback: Anarquismo, esse incompreendido* | Exercícios Literários

  2. Celso Junior disse:

    Sou dono desse blog. http://0mentepensante.blogspot.com.br/
    Se puderem dar uma olhada… e quem sabe em um futuro proximo fazer uma parceria… Obrigado.

  3. Allan de Oliveira disse:
  4. Retidos x disse:

    muito bom..
    estou aqui no trampo imprimindo esses llivretos para ler no ônibus.
    muitofodaGostei

  5. Meu livro está lançado e pode ser considerado o mais novo modelo de anarquia. Abaixo, um texto, no final do livro, que sintetiza um pouco sobre a filosofia da Província. Gostaria que divulgassem entre os pares. O livro pode ser encontrado no http://www.perse.com.br , A Província – Denis Drummond.
    Agradeço a atenção. Bom dia.

    TEXTO

    – Tadeu, eu já estou sabendo que vamos estar juntos, na equipe de sociologia. Isso é muito bom! – disse Wolden.

    – Estou radiante. Os novos softwares são de outro mundo. Nunca imaginei que pudéssemos reunir coerência e conhecimentos aplicáveis de organização social, condensados em uma sistemática tão funcional. Acho que ninguém, no mundo, tem a noção do que acontece aqui. Imagina que está sendo fácil verificar, analisar e organizar comportamentos tão distintos, quanto muçulmanos e punks, convivendo, harmonicamente, dentro das regras de suas próprias escolhas. Os braceletes são, sem dúvidas, as mais avançadas ferramentas sociais, já pensadas. Mas o que mais me alucina é ver que eu também sou parte integrante desta revolução. Não consigo ainda acreditar que estou aqui e que, isto é fato, existe e que funciona. Esse é o meu maior incômodo. Talvez passe, quando eu achar um discurso que resuma tudo isso e o repita, como um mantra, para me acalmar. Se você tiver um resumo desse sonho eu bem que gostaria de ouvir. Fico na dúvida ainda, se isso é uma revolução econômica ou social. No tempo em que estamos aqui, não percebi nenhum distúrbio social, mas é pouco para avaliar as profundas modificações sociais que podem ocorrer. Economicamente, basta olhar para tudo aqui e ver que o mundo jamais será o mesmo. Será que, eventualmente, não iremos reproduzir modelos fracassados que se despontaram como soluções eternas? Desculpe, acabo de lhe conhecer, num dia de festa, mas a boca não sossega. Estou falando mais do que o homem da cobra! Desculpe.

    Wolden os olha e diz que entende a sofreguidão de Tadeu.

    – Estamos aqui para achar essas respostas, juntos. Começamos muito bem. De forma surpreendente! Temos a lógica por doutrina, mas sabemos que ainda aprenderemos muito, ao aprendermos com as experiências adquiridas nesta sociedade ou, pacto, que se inicia. – principia Wolden um resumo, e continua:

    – Não estamos contrariando o economicismo e promovendo métodos arcaicos. Estamos sim, ao contrário, promovendo o moderno, como ferramenta econômica.

    Se for tecnocracia o nome que dás, a proposta não bloqueia os direitos de escolha e sim, estimula a razão crítica: saber alcançado por cada indivíduo – fruto de suas experimentações instintivas, inatas ou pensadas. Só nos certificaremos que a informação continue em processo e, de termos a tecnologia pra facilitar isso.

    Não pode haver controle em todas as edições e decisões do estado mínimo. É por isso que o nosso estado deve ser reduzido, à sua insignificância. O estado, único elemento impessoal do acordo, mesmo no estado mínimo, deve ser visto como um elemento inchado a ser reduzido, mais ainda, na medida em que, pelo pacto, os indivíduos alcancem maior satisfação; demonstrada na redução de índices de violência, no fomento à criatividade e, na aproximação mais rente à felicidade.

    Em nosso modelo econômico, as trocas materiais prosseguem, no método dos equilíbrios internacionais, até que a satisfação material, plena, seja alcançada. O lucro do pacto deverá funcionar como exemplo e modelo para as sociedades, predominantemente contratuais que, sob o rigor dos seus desencontros sociais é que contabilizam seus ganhos e trocas materiais.

    O domínio das tecnologias e do conhecimento atrairá o dinheiro. E, junto com ele, o interesse maior, que é o individuo que o movimenta. Outro motivo para se permanecer com moeda é atrair os detentores de informação que, resistirem ao fornecimento voluntário de seu conhecimento. Dificilmente, serão competidores, à altura, para enfrentar a vontade individual, manifesta nesse pacto. Ao contrário do proposto, o pacto deve aglutinar o maior volume de lucro possível; reinvestindo na manutenção das premissas de conhecimento, em todos os setores e, redistribuindo o superávit, na promoção de satisfação e na felicidade dos pactuantes. O embate da moeda do pacto com moeda nominal apresentará a face verdadeira dos resultados e, validará a tese, a favor do pacto. O mesmo se aplicará aos débitos e valores puxados pelas vontades internacionais.

    A presença de estado conspurca a liquidez de recursos e reservas e isto, se tornará naturalmente visível, nos resultados obtidos pelo pacto que, com moeda forte, e sem a volúpia do estado, terá a redução acentuada de suas mazelas e, um padrão bem mais elevado de desenvolvimento humano. Um mundo sem banco agiota, onde o individuo é gerador de seu próprio crédito. Um mundo determinado com a manutenção rígida da dianteira do conhecimento e das tecnologias, que passarão a serem moedas de troca e, maiores que as armas.

    Se você parar para pensar, vivemos um ciclo de esgotamento, seguido de outro. Os bens de consumo de massa alcançaram a todos os habitantes. Em países emergentes – e são muitos – quase toda a população já tem dois smartphones, por habitante. A corrida por commodities é o recurso estúpido de se pagar mais pela matéria prima para se fabricar smartphones, em maior quantidade e, mais baratos ainda. Nesta guerra de corrida de boca contra o rabo, a sedução pelos bens de uso diário vai se esbarrar na exaustão de ofertas, até mesmo de cores. Nem Liberview, nem a Província, irão industrializar telefones, nem TVs, nem carros, nem lavadoras… Estamos nos adiantando ao próximo ciclo. O da valorização da existência. O da descoberta da vida. Isto é individual, mas vai acontecer, em massa. O maior objeto de cobiça do ser humano é o de ter acesso a tantos desejos, quanto o seu próximo tenha conquistado. A felicidade é a maior das mercadorias e, quando ela se estampa no vizinho, o ser humano a inveja e luta por ela, sobre qualquer outra matéria. Hoje, é difícil o vizinho ser altivo e feliz exibindo um novo carro ao morador do lado. Ele também tem o seu e, esses se equivalem, se distinguindo só, em cores e ridículos acessórios. Agora veja a reação se, o vizinho exibe um pacote de viagens de volta ao mundo, um fim de semana na praia, uma pescaria no Alasca… Não são bolsas, sapatos e cintos que irão prevalecer. As grifes já se equivalem e não há nada distinto para se mostrar. Vai sobrar a felicidade, segurança e longevidade, como as grandes commodities. A nova Província, em Liberview, só está adiantando a este ciclo, que creio, há de ser permanente.

    A nossa indústria é a da vontade e, as nossas finanças, são medidas no resultado do investimento dessa vontade, na conquista da felicidade.

    Se for utopia, custou barato.

    Caro foram os discursos e todos os métodos milenares que, desdenharam e resistiram, cinicamente, a essa possibilidade. Vamos encontrar a felicidade, por sermos, e, vamos ter bons momentos de alegria, por estarmos. E queremos ser felizes, mesmo com as decepções, pois, poderemos fazer melhor juízo sobre elas.

    A dinâmica de criação de novas ferramentas evitará a inércia, o ócio, o desemprego…

    Caso haja esgotamento, lazer e prazer são indústrias eternas, que seduzem o inato. Esses prazeres irão se ajustar à presença dos bens materiais necessários, que serão disponibilizados, cada vez mais práticos, baratos e, até mesmo, possíveis de serem produzidos em casa.

    Não estamos iniciando uma era, nos aproveitando da decadência política; nem cultural, dos regimes e sistemas tentados. Não há uma única sentença que intitule esse pacto tentado. O que nos deixa felizes é a realização de vontades, diversas, complexas, únicas, antagônicas, mas que se harmonizam e, ajudando ao Churchil quando ele disse: – ¨exceto o que foi tentado.¨ Eu acrescento: Nem tudo foi tentado, no exceto.

    O estado é a soma dos indivíduos que o constituem, alguém disse. Então, os indivíduos controlam o estado?

    Não tem sido assim.

    E, se o estado pode ser controlado pelos indivíduos, o pressuposto é o de que, o estado seja instituto das razões individuais. Quando promovemos o indivíduo à condição de evoluído, ele pode escolher outro modelo de ordem. Pode escolher até, somar consigo mesmo, formando um estado individual. Como a satisfação é a busca e se materializa na aceitação e desejos, o indivíduo busca outro indivíduo que o deseje ou, para desejar. A harmonia se apresenta, quando ambos se agradam. Daí se torna dois estados individuais, harmônicos. Como dois é pouco pra todo o desejo, o terceiro chega e, o quarto; e, por fim, uma sociedade de desejos individuais. Como vês, somos sim, sociedade. Ou, pacto. Não nos importamos com a semântica. A desarmonia se resolve, na aceitação das diferenças de desejos; sem que possa haver coerção pela vontade de um e, nem juízo para trocas. Este regra não é norma costumeira, nem tácita. Está implícita. Não precisa ser escrita, ou reforçada.

    Se vamos perder tudo no futuro próximo, não sabemos. Estaremos atentos aos rumos e, juntos, incluiremos, com criatividade, novos sentidos para continuarmos sorrindo. O que observamos, aqui, é bom, e parece bom para todos.

    Ainda somos poucos milhões de pessoas e, diferente do que se apregoa, não somos os escolhidos, e nem arianos pós-modernos. A acracia não nos serve, pois, por condição biológica, já nascemos com regras. Procuramos a regra natural para formar nosso contrato entre indivíduos, uma vez que, o que dói em Pedro, dói em João. Por ambos conhecerem a dor e a alegria, variáveis constantes de suas experimentações e das suas condições biológicas, as ocorrências de fatos semelhantes, no semelhante, são de óbvia compreensão. Não são iguais, e nem mensuráveis. Só o individuo tem a noção de suas intensidades. Mas, o que dói, dói. Causou-se a dor física, motivado por dolo, o nosso sistema vai informar. Não é juízo orgânico. É físico. Então, temos regras: o que nos liberta de pechas.

    Não é anarquia, minarquismo, anarcocapitalismo, libertarismo, nem democracia, nem tecnocracia e, muito menos, utopia, que vai nos qualificar. De que nos vale a busca se partirmos já rotulados? Ideologia é formação substantiva de ideias expressas, em palavras. Aceitarmos palavras já nos faz limitados. O mais contraditório é que, sim, buscamos o limite, que é de viver, pelo verbo mínimo.

    Os ideais são a soma de todo o vernáculo. Portando, é muita palavra pra um teorizar. Se na essência é tudo matéria, é na mais sintética parte dela que nos iremos nos achar.

    Chegamos a um tempo, em que, podemos experimentar. Temos as ferramentas e temos todo o relato jurídico; temos a jurisprudência, as regras históricas e as dos costumes. Temos tudo catalogado, organizado, e isento; para nos sugerir rumo, no caso de dúvidas; E temos nossos indivíduos participando em méritos, que não exigem o conhecimento do léxico direito e sim, o aprofundamento do conhecimento de si e o respeito ao eu do outro.

    Chegamos a uma condição de podermos ajudar a nós mesmos, no desenvolvimento da consciência. Chegamos à condição de adquirirmos clareza maior sobre as coisas da alma e, sobre as coisas da mente. Na mente e no corpo, podemos medir, com mais precisão, os fenômenos biológicos e quânticos de nosso cérebro e de nossos órgãos produtores de hormônios e enzimas. Na alma, podemos, quando mais livres, adquirir, individualmente, compreensão crítica dos fatos e dos eventos que nos circundam; enfrentando, com sabedoria, a abstração compulsória: Aquele milenar conceito de que, nossas deduções já foram pensadas pelos outros, que nos ordenam.

    Deduções que acabam se confundindo com alma.

    A consciência dominada passa a obedecer a regras de submissão: Alma cristã, alma lavada, alma perdida, alma adorada, alma enxaguada, alma vegetativa, sensitiva, racional, irracional…

    Outras como, pecado, preconceito, códigos de ética, códigos de conduta… Já percebeu quantas definições foram agrupadas e alimentadas, em forma de ordenações para a consciência? Quase sempre, adjetivando, é que o poder vai montando seu ninho. Se não houver um rompimento, válido, entre o absorto aceito e o absorto a buscar, então, se pode perder consciência.

    Pense por você mesmo. Uma frase distinta.

    O que estamos fazendo aqui é reduzindo a mão da autoridade, sobre esse livre pensar, até que, possamos desconstruir, de vez, o domínio sobre a consciência do outro. O senso comum se formará, naturalmente, balanceado pela experiência da dor e do prazer. O que dói, dói.

    Moral racional, equilibrada, que é mais possível, sem o mau momento do juiz ou, a astúcia do advogado. Tem regra. Não há, contudo, coerção antecipada. Colecionaremos sim, evidências: as dos picos emocionais que formam a ação violenta e, também, as da ação desonesta: Esses são compromissos, pilares, do pacto.

    O indivíduo para burlar estas evidências teria de ser treinado, culturalmente e fisiológicamente, como ator, mesmo antes de ser concebido. Modificações intencionais, como por exemplo, por medidas de modificações hormonais dolosas ou, por processo biológico, genético ou sintético, fazem parte da regra – desonestidade. Se esse despautério ficcional ocorrer, pode ter certeza que iremos detectar, com antecedência.

    A presença do bracelete, no pulso do pactuante, não se traduz em uma coleira escravizante. O mundo já tem pardais, bafômetros, medicina legal, testes de DNA… São módulos sistêmicos que a sociedade aceita, sem poder mudar. Na visão do cínico, que se diz libertário, a presença do bracelete é governo eletrônico, repulsivo e, gritante. Para nós é sossego, é defesa constante, é proteção contra impulsos do ser vulgar. O pior é arma, o uniforme, a imposição batlante de que há de haver comandantes, impostos, polícia, patentes, impostos, procuradores, juízes, impostos, deputados, senadores, impostos, líderes religiosos, impostos, governadores, prefeitos, secretários, comandantes da ética, moralistas, impostos, pelegos de presidentes, reis e rainhas, ministros, ditadores, impostos. Troco tudo, por um mais barato, fiel, incorruptível, impessoal, bracelete que, só me avisa: não roube e não pode matar.

    A pulseira nos dá orgulho, fomos livres para escolhê-la e, somos livres para deixá-la. Ela não foi feita para que a Província existisse. Ela é proposta porque o mundo não é a Província. Ainda…

    E foi dele… Desse mundo, que viemos.

    Trazemos, conosco, a megera condição cultural de vivermos controlados, por causa dos nossos erros. Somos frutos do pensamento passado de estarmos, submissos, às leis do inevitável. Paulatinamente e firmes, iremos buscar a condição de vivermos, pelos acertos.

    Visionários, sonhadores e utópicos, seríamos se, achássemos que o homem pode sair da condição direta de cidadão para viver, puramente, na condição de ser; de viver, plenamente, de acordo às suas próprias vontades, sem uma profunda emancipação pessoal e cultural. A província tem governo, e controla o governo. A Província tem banco, tem recolhimento de taxas, tem comércio exterior, tem área comum, tem escola de graça… Só não tem corruptos para dilapidar.

    Poderíamos transformar a pulseira em chip escondido, atendendo o reclame de algum teórico, de um conservador… Mas, não. Somos voluntários de um novo sentido – Ou entendemos o propósito ou, permanecemos longe daqui. Queremos mais é ostentá-las. O que espezinha o crítico é seu alterego, carimbado por decadentes ideologias, que não concebe a ideia de que tudo possa ser tão simples. Dentro de seu ego, contudo, o crítico sonha com fundamentos como esses, quando está com sua família ou, no melhor juízo de si mesmo. É um governo físico, portanto, experimentável. Pode ser que, em pouquíssimo tempo, já possamos mudar.

    Big Brother é ficção arcaica. Ninguém vai vasculhar os fundilhos de ninguém. Só aplicamos o equilíbrio de forças individuais e, só recolhemos o que é de desvio fisiológico danoso. É como se antecipar ao câncer, fazendo exames. O bracelete é ostensivo, e frio, e avisa. O individuo é alertado primeiro, sem que nem o sistema saiba. A persistência alerta o sistema – que é impessoal -e que reforça o primeiro alerta, avisando que há possibilidade de dano lesivo. A persistência da possibilidade lesiva aciona o alarme que, avisa aos conselheiros que, em revezamento, entram em ação pacífica, se for necessário. A consumação do dano, mesmo embora tudo isso, evoca à pena. E a pena é igual, à média calculada das penas aplicadas, no direito moderno racional, caso se consume o fato; seguido de exclusão do pacto. Esperamos que a necessidade de consultar o direito atual se fade à inexistência e, sem mais médias, o individuo se possa julgar. Isso anula a defesa de direitos positivos e negativos. Todos se revezam na garantia de que o sistema não involua, e que não se incline a tornar-se um Big Brother.

    Os que nos criticam hão de achar, a si mesmos, entendendo que sua existência é curta, e rápida. Assim, irão buscar e encontrar a satisfação, como a unidade justificável entre o nascer e o morrer.

    Um grande estrondo de sons, luzes, brilhos e ecos invadem o anfiteatro. Dezenas de bolas incandescentes giram em velocidades absurdas, rodando por cima de todas as estruturas, soltando grandes rastros de fogo, e vão perdendo suas chamas, até se transformarem em globos de espelhos de onde saem raios e fachos luminosos de brilho, iluminância, fluxo e intensidades misturadas.

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