Encerrado o XIV Congresso do SEPE/RJ

No dia 29 de Março, após as 20h, se encerrou o congresso do SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do RJ). A plenária final, que iniciou com 2 horas de atraso, apresentou os velhos vícios e práticas autoritárias dos partidos eleitorais. Não há dúvidas: estes grupos apenas utilizam o sindicato como seus aparelhos. Com estes aparelhos eles conseguem, por exemplo, utilizar milhões de reais para seus grupos e trazer caravanas como “boiadas” para segurarem bandeirinhas da Conlutas e da CUT sem nem conseguirem explicar o que essa sigla significa. Com o aparelho, podem reproduzir os rodos, usar máquinas de xerox, sumir com atas, regimentos, atrasar plenárias, manipular debates, centralizar a mesa, construir “quadros” que usarão da licença sindical para se construírem como candidatos ao congresso e a prefeitura. Usando a máquina, utilizam as pessoas como o faz um urubu de rapina e conseguem despertar uma imensa aversão da grande maioria dos trabalhadores às suas próprias entidades.
A grande vitória deste congresso, que durou 4 dias, foi o encontro de uma base nova, radicalizada, que cada dia fica mais forte tanto no município como no Estado. Este encontro, esta troca, esta “flor no asfalto”, foi o grande aspecto positivo do Congresso, que nem ao menos conseguiu aprovar o importante ponto sobre o comando de greve pois após a votação sobre a filiação à Conlutas (rejeitada pela categoria) tanto PT como PSTU e PSOL esvaziaram o plenário e fecharam o congresso por falta de quórum (que eles aprovaram).
Fica a imagem dos partidos eleitoreitos brigando pelo microfone e colocando como única questão do congresso seus interesses aparelhistas e conservadores.
Mas fica também a imagem da resistência, do barulho, da inconformação, da juventude, da classe trabalhadora que se insurge por novos presentes e futuros.

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