Fora PM das escolas!

NÃO ACABOU, TEM QUE ACABAR, EU QUERO A PM FORA DO ESPAÇO ESCOLAR!

10422013_1616112295282314_2197894744331216968_n “A data é 13 de maio, mas de 2014. Um aluno me contou que, no pátio de sua escola, um policial o teria abordado por estar ouvindo funk, com seus amigos. “Você está maluco em ouvir isso aqui perto de mim? Você não tem noção do perigo? Sai daqui, agora!” – disse o PM. E meu aluno, calado, cabeça baixa, resolve sair. Na sala de aula, me revela o medo que tem da instituição policial, tanto na escola, quanto no lugar onde mora. A reprodução desta repressão se expande, como mágica, para seu colégio. Como mágica? Decido contar o caso para amigos professores, que me relatam outros episódios e falam sobre a presença do policial em momentos de conflito com a direção do colégio. Conflito de visão pedagógica, é importante ressaltar. E o PM, convocado por tais direções, fica ali, rondando o espaço, fazendo parte de um cenário de intimidação daqueles que discordam. Em outra sala de professores, PMs decidem fincar seu espaço, e são pegos fiscalizando a folha de ponto dos educadores e educadoras daquele local. Estão sem uniforme e armados. Há gravações comprobatórias deste fato. Ao serem questionados, por todo este contexto, se expressam: “Vocês falam demais! Se não querem proteção, quando um bandido tiver aqui no corredor e vocês me gritarem, eu não vou subir”. Alguns professores respondem que não é para subir mesmo não, e seu olhar em resposta gera medo, intimidação.” (Relato de uma professora da Rede Estadual).

A partir do relato desta educadora, é fundamental que se resgate o papel da escola na vida dos jovens e dos profissionais da educação, por que não? Afinal, queremos uma escola intimidadora e silenciadora das vozes pobres, faveladas, ou uma escola que liberte, crie autonomia e senso crítico, e que empodere a classe trabalhadora deste país? Neste sentido é que a luta pelo fim da PM nas escolas é imperativa no atual contexto de repressões à nossa luta! É preciso lutar a cada dia que passa, para que a escola não seja prisão, para que os alunos e alunas tenham seu direito a organização resguardado, para que os educadores e educadoras possam desempenhar seu papel sem ameaças, cada vez mais reais e violentas. É preciso que a luta pelo fim da Polícia Militar adentre também os muros das escolas!
Enquanto isso, o secretário de educação Wilson Risolia afirma:

“É mais um investimento que fazemos na rede estadual. Trabalhamos intensamente durante quatro meses nessa parceria, que considero essencial. Os policiais têm que ser exemplo para essa garotada que está em nossos colégios. Essa ação mostra, mais uma vez, a parceria entre as áreas do Governo em prol do cidadão.” – afirmou o secretário de Estado de Educação Wilson Risolia. (fonte: http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/fique.asp?EditeCodigoDaPagina=8994).
“Peço desculpas pela franqueza, mas, aos críticos, vai a minha certeza de que para determinadas situações, o diálogo passa a ser uma versão semântica de um romantismo que não existe mais, infelizmente” – diz, Wilson Risolia (fonte: http://www.rj.gov.br/web/seeduc/exibeconteudo?article-id=941225).

E a ele afirmamos que exemplos sempre serão os guerreiros e guerreiras que lutam e lutaram historicamente contra as opressões no mundo, que precisamos de mais investimentos em infraestrutura nos colégios e nos trabalhadores e trabalhadoras da educação, e que, se para ele o diálogo é romantismo, enfrentaremos sua forma de lidar com o povo na justa medida que ele vem defendendo. Não acabou, tem que acabar!!!!

(Fragmento de panfleto escrito pelo Grupo de Educação Popular)

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