Movimentos sociais ocupam a defensoria pública do Rio, são despejados pela PM e chamados de “terroristas”

No dia 11 de Abril movimentos sociais que atuam em comunidades e apoiadorxs ocuparam a defensoria pública do Rio de Janeiro exigindo a saída imediata do defensor geral Nilson Bruno, a suspensão da liminar que permite remoções, o fim já de todas as remoções de comunidades e uma nota de repúdio da defensoria condenando o massacre cometido pelo Estado na favela da Telerj, no Engenho Novo.
Após 6 horas de ocupação, todas reivindicações foram negadas pela defensoria. Um defensor que se opõe ao autoritarismo da atual gestão tentou fazer a intermediação com os ocupantes, mas a defensoria geral manteve-se intransigível e autoritária. Dissemos que aceitaríamos desfazer a ocupação se fosse permitida a entrada das famílias de comunidades removidas na defensoria e fosse realizada uma audiência com elas. No entanto, a defensoria negou novamente e só autorizou a entrada da polícia para bater nos ocupantes. A tropa de choque foi mobilizada para a porta do prédio, utilizando até cavalos. Dezenas de policiais e seguranças cercaram os ocupantes, retiram a imprensa independente que estava no local, apagaram as luzes, agrediram com cacetetes, spray de pimenta, socos e deixaram todos sufocados no porão da garagem. As cenas de uma gravação que disponobilizamos na internet (facebook) mostram o momento em que os policiais empurram os ocupantes pela escada, agridem companheirxs, apagam as luzes e arrastam eles para a garagem do prédio. As imagens param quando um segurança agride com socos nas costas o ocupante que estava fazendo as gravações e quando tenta tomar seu celular. Cercados na garagem do prédio, ainda receberam ordem de prisão e estavam sendo levados para a 5 DP. Todos foram liberados antes mesmo de chegar à delegacia por pressão dos manifestantes na porta, de advogados, do presidente da OAB, e pela repercussão negativa que já surgia sobre a violência da polícia a mando da defensoria. Após o despejo a defensoria ainda lançou uma nota chamando todos xs ocupantxs de “terroristas”, o que mostra claramente de que lado ela está em relação ao processo de criminalização e terror praticado pelo Estado.prov prov 3
FORA NILSON BRUNO!
PELO FIM DAS REMOÇÕES DE COMUNIDADES!
PELO PODER DO POVO.

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