O Fascismo não passará!

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A onda de ódio e violência que assistimos nos últimos tempos evidencia a necessidade cada vez maior de combater permanentemente o fascismo, em todas as suas expressões. É preciso arregaçar as mangas, focar nos trabalhos de base e na luta cotidiana, resgatando da memória de nossa história de resistência e a organização de espaços de cooperação e solidariedade.

 

Vivemos em uma sociedade burguesa: autoritária, escravocrata, racista, patriarcal, homofóbica, transfóbica e cada vez mais intolerante.  Vencer o fascismo é nosso dever ético e político. É preciso reunir forças para juntos construir uma outra vida possível, que repudie qualquer elitismo ou ódio de raça e gênero. Lutar para transformar toda nossa dor e nossa raiva causada pelas injustiças em motor para fazermos funcionar espaços de resistência que aposte em uma sociedade mais ética e solidária.

 

Ainda não superamos nosso passado escravista, assim como a tradição autoritária, herança da ditadura  empresarial-militar. Uma ditadura, marcada pela corrupção, que aumentou de maneira profunda a histórica perseguição, prisão e assassinato de milhares de trabalhadoras/es, negras/os, indígenas, mulheres, homossexuais, deixou graves marcas na sociedade brasileira: a naturalização da violência, da tortura e da militarização, os ódios de classe, de raça e de gênero. Mais do que nunca é preciso desnaturalizar as violências e combater as opressões. 

 

É da nossa memória, das histórias de resistência que vem nossa capacidade de seguir inventando formas de resistir. Por isso é nosso dever mantê-las vivas: Confederação dos Tamoios; A Revolta do Malês; O Quilombo dos Palmares, Frente Única Antifascista Brasileira de 1934, Resistência contra a Ditadura.

 

Juntos podemos expulsar todos os fascistas de nossas comunidades. Mas para isso precisamos nos reconhecer enquanto classe trabalhadora, lutar pela libertação da dominação política, da exploração econômica e de um sistema social que nos degrada, como homens e mulheres. A partir dessa luta, surge um novo modo de vida, baseado nas políticas da luta popular.

 

Nós enfrentaremos o racismo com solidariedade. Enfrentaremos o capitalismo com socialismo. E jamais enfrentaremos  o imperialismo com mais imperialismo, mas com o internacionalismo proletário.

 

Esta é uma revolução mundial: todos os povos colonizados estão agora resistindo, dos caracóis zapatistas aos cantões curdos nos chegam exemplos de uma nova cultura revolucionária, baseada na cooperação e na luta pela libertação,  produzindo uma nova política, nascida do desejo popular de trocar um sistema corrupto por um sistema que sirva o povo, um sistema que seja livre da exploração do homem pelo homem, e que satisfaça as necessidades das massas populares.

 

Por isso nós, como as e os zapatistas, não nos cansamos de dizer: organizem-se, organizemo-nos, cada quem em seu lugar, lutemos para nos organizarmos, trabalhemos para nos organizarmos, pensemos para começar a nos organizar, e encontremo-nos para unir nossas organizações por um Mundo onde os povos mandam e o governo obedece.

 

As demandas e necessidades do povo são o nosso desejo. É chegada a hora de nos sentarmos juntos e permanecermos unidos para combater a guerra para derrotar nossos opressores. PORQUE NÓS SOMOS GRANDES, EM FORÇA E NÚMERO.

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