O Fascismo Não Passará!

A onda de ódio e violência que assistimos nos últimos tempos evidencia a necessidade cada vez maior de combater permanentemente o fascismo, em todas as suas expressões. É preciso arregaçar as mangas, focar nos trabalhos de base e na luta cotidiana, resgatando da memória de nossa história de resistência e a organização de espaços de cooperação e solidariedade.

Vivemos em uma sociedade burguesa: autoritária, escravocrata, racista, patriarcal, homofóbica, transfóbica e cada vez mais intolerante. Vencer o fascismo é nosso dever ético e político. É preciso reunir forças para juntos construir uma outra vida possível, que repudie qualquer elitismo ou ódio de raça e gênero. Lutar para transformar toda nossa dor e nossa raiva causada pelas injustiças em motor para fazermos funcionar espaços de resistência que aposte em uma sociedade mais ética e solidária.

Ainda não superamos o pensamento escravista e não superamos a ditadura empresarial-militar. Uma ditadura, marcada pela corrupção, que aumentou de maneira profunda a histórica perseguição, prisão e assassinato de milhares de trabalhadoras/es, negras/os, indígenas, mulheres, homossexuais, deixou graves marcas na sociedade brasileira: a naturalização da violência, da tortura e da militarização, os ódios de classe, de raça e de gênero. Mais do que nunca é preciso desnaturalizar as violências e combater as opressões. É preciso o resgate da memória porque ter memória é evitar que a barbárie se repita. É preciso também resgatar a memória de resistência, das lutas que foram travadas contra a opressão porque isso dá sentido, produz identidade e dá força para prosseguir na luta.

Juntos podemos expulsar todos os fascistas de nossas comunidades. Mas para isso precisamos nos reconhecer enquanto classe trabalhadora, lutar pela libertação da dominação política, da exploração econômica e de um sistema social que nos degrada, como homens e mulheres. A partir dessa luta, surge um novo modo de vida, baseado nas políticas da luta popular.

Nós enfrentaremos o racismo com solidariedade. Enfrentaremos o capitalismo com socialismo. E jamais enfrentaremos o imperialismo com mais imperialismo, mas com o internacionalismo proletário.

Esta é uma revolução mundial: todos os povos colonizados estão agora resistindo, dos caracóis zapatistas aos cantões curdos nos chegam exemplos de uma nova cultura revolucionária, baseada na cooperação e na luta pela libertação, produzindo uma nova política, nascida do desejo popular de trocar um sistema corrupto por um sistema que sirva o povo, um sistema que seja livre da exploração do homem pelo homem, e que satisfaça as necessidades das massas populares.

Por isso nós, como as e os zapatistas, não nos cansamos de dizer: organizem-se, organizemo-nos, cada quem em seu lugar, lutemos para nos organizarmos, trabalhemos para nos organizarmos, pensemos para começar a nos organizar, e encontremo-nos para unir nossas organizações por um Mundo onde os povos mandam e o governo obedece.

As demandas e necessidades do povo são o nosso desejo. É chegada a hora de nos sentarmos juntos e permanecermos unidos para combater a guerra para derrotar nossos opressores. PORQUE NÓS SOMOS GRANDES, EM FORÇA E NÚMERO.

OATL

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