Ocorre a segunda audiência de Caio e Fabio, torturados e presos pelo Estado!

20140505_144859 No dia 5 de Maio, a 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio retomou a audiência de Fábio Raposo e Caio Silva de Souza, acusados injustamente de terem provocado a morte do cinegrafista da Bandeirantes Santiago Andrade, quando na verdade a responsabilidade por tal situação foi da polícia que reprimiu duramente a manifestação e provocou tanta violência (além da empresa à qual trabalhava sem condições de exercer sua profissão). Primeiro, é preciso descrever que mais uma vez o TJ esteve cercado por vários policiais e que alguns destes estiverem por todo o tempo na plateia da audiência tirando fotos dos que vieram apoiar os dois presos, além de intimidá-los com comentários e apontar de dedos. É preciso falar também sobre a humilhação sustentada pelo juíz, que deixou os dois presos ALGEMADOS por quase todo o tempo, só pedindo para tirar as algemas dos dois no momento em que a professora e mão de Fábio prestou depoimento.
A primeira testemunha de acusação a falar foi o CORONEL DO 5 BATALHÃO DA PM, “Luiz Henrique Marinho Pires”. O seu depoimento, como era de se esperar, foi coberto de mentiras e acusações absurdas. Ele disse que “A GRANDE MAIORIA DOS QUE VÃO A MANIFESTAÇÃO PRATICAM A VIOLÊNCIA”, tratando-os como ASSASSINOS EM POTENCIAL. Disse que o conflito na Central começou “quando os manifestantes tacaram bombas dentro desta”, quando TODOS SABEM QUE FOI A POLÍCIA QUE ATIROU A PRIMEIRA BOMBA E INICIOU O CONFLITO. Outra mentira falada foi que “O CHOQUE NÃO ENTROU NA CENTRAL”, quando imagens mostram o contrário e a brutalidade com a qual agiram. Em mais uma fala criminoso o coronel disse que “a polícia nunca feriu ninguém”.
As duas testemunhas seguintes foram dois policiais civis que trabalham na inspeção e laudo técnico da PM. Para além dos relatos vazios, SEMPRE UTILIZADOS PELO JUIZ COMO FORMA DE CRIMINALIZAÇÃO DOS JOVENS, ficou evidenciado o nervosismo dos dois quando questionado pelo advogado de Fabio sobre a legalidade da venda e comercialização daqueles fogos.
A primeira testemunha de defesa (de Fabio) foi a professora e mãe de Fabio, Dona Maria Raposo, que DENUNCIOU AS TORTURAS SOFRIDAS POR FÁBIO EM BANGU 9, ONDE POR MAIS DE 20 VEZES RECEBEU TAPAS NO ROSTO, NA BUNDA E EM OUTRAS PARTES DO CORPO, ALÉM DAS INTIMIDAÇÕES E OUTRAS VIOLÊNCIAS PSICOLÓGICAS. Ela relatou também que por muito tempo foi impedida de visitar seu filho, proibido de receber visitas.
A segunda testemunha de defesa foi a estudante de enfermagem Samanta Cardoso, que reafirmou o que já tinha sido pela mãe, NEGANDO QUE FABIO FOSSE VIOLENTO OU RECEBESSE QUALQUER FINANCIAMENTO DE “POLÍTICOS” (Fato também desmentido pelo atual advogado).
As testemunhas de Caio serão ouvidas na próxima audiência, que acontecerá na semana que vem, dia 16 de Maio.
LIBERDADE JÁ PARA CAIO E FABIO!

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